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Banco de Cabo Verde autoriza Novo Banco a vender BICV

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A venda de 90% do capital do BICV foi anunciada em Agosto do ano passado, mas só agora o banco central de Cabo Verde deu luz verde ao negócio.

Em comunicado, o BCV indica que "o Conselho de Administração do Banco de Cabo Verde, na sessão ordinária nº 17 de 18 de maio de 2018, apreciou o pedido de aquisição de participação qualificada no Banco Internacional de Cabo Verde, S.A., pela IIBG Holdings B.S.C, e deliberou aprovar a aquisição de participação qualificada correspondente a 90 % das acções do Banco Internacional de Cabo Verde". 

Este negócio foi anunciado em Agosto do ano passado, sendo que o valor da transacção nunca foi revelado. 

A compradora é a IIBG, uma sociedade constituída no Bahrein, no Médio Oriente. O acordo para a venda foi concretizado na segunda tentativa de alienação da instituição financeira, depois de, em 2016, ter falhado a alienação ao grupo de investidores liderado pelo empresário José Veiga.   

O pedido do IIBG para comprar o BICV só chegou ao BCV a 23 de Janeiro de 2018, que apreciou o plano de negócios delineado para o banco cabo-verdiano, tendo concluído que "o adquirente dá garantias de uma gestão sã e prudente da instituição a ser adquirida". 

O BCV adianta que após a concretização deste processo, "a estrutura accionista pretendida do BICV resulta em 90% detido pela sociedade IIBG Holdings B.S.C e 10% pelo Novo Banco e indirectamente pelo Fundo de Resolução, Estado português e pela Nani Holdings.  

Quando anunciou o acordo em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Novo Banco não revelou o preço, dizendo apenas que terá um "impacto neutro" no rácio que mede o peso do melhor capital do Novo Banco, o Common Equity Tier 1. 

O Novo Banco vai manter 10% na instituição financeira, em linha com o que fez com o Novo Banco Ásia, onde ficou com 25%. O Banco Internacional de Cabo Verde, o antigo Banco Espírito Santo Cabo Verde, teve, em 2015, um lucro de 2,6 milhões de escudos de Cabo Verde, equivalente a 23 mil euros ao câmbio actual.


A venda falhada 

O Banco Internacional de Cabo Verde (BICV) estava na lista de desinvestimentos do Novo Banco desde 2015, altura em que foi classificada nas contas como um activo disponível para venda. E, mesmo depois de ter chumbado a venda ao empresário José Veiga, a instituição financeira herdeira do Banco Espírito Santo manteve a intenção de se desfazer daquele activo. 

Ainda sob a presidência de Eduardo Stock da Cunha, no final de 2014, o Novo Banco colocou à venda o Banco Internacional de Cabo Verde (BICV). Houve 11 interessados, quatro assinaram o acordo de confidencialidade, mas só um passou à fase de propostas vinculativas. Houve um vencedor: o Groupe Norwich, que juntava investidores luso-africanos liderados por José Veiga. Só que a transacção, que daria 14 milhões ao banco herdeiro do BES, não chegou a ir em frente. 

"O Banco de Portugal deliberou opor-se à concretização da venda, com base no conhecimento da existência de investigações relacionadas com a operação e tendo em vista a protecção reputacional do Novo Banco", justificou o supervisor da banca em Fevereiro de 2016. O Banco de Cabo Verde, regulador no país, também se opôs, apontando, entre outros, dúvidas sobre a idoneidade do comprador.

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