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Cabo Verde vai tomar medidas para evitar tráfico de pessoas - Embaixador cabo-verdiano no Brasil

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A embaixada cabo-verdiana no Brasil anunciou que o país vai tomar medidas para reprimir o tráfico de pessoas, após o caso dos imigrantes africanos que partiram de Cabo Verde e foram resgatados na costa do Brasil, divulgou hoje a imprensa brasileira.

De acordo com o portal de notícias brasileiro G1, a embaixada de Cabo Verde no Brasil referiu que vai tomar medidas para reprimir esse tipo de tráfico de pessoas tendo o seu país como ponto de partida.

"Vamos, com certeza, usar os mecanismos de cooperação entre os dois Estados de modo a que possamos prevenir e reprimir esse tráfico", declarou o embaixador cabo-verdiano Domingos Dias Mascarenhas.

Uma embarcação à deriva com 25 imigrantes africanos foi resgatada com auxílio de pescadores na noite de sábado, próximo ao município de São José de Ribamar, capital do estado do Maranhão, no nordeste brasileiro.

O barco estava à deriva há 35 dias, após o mastro se ter partido e o motor ter deixado de funcionar.

No total, 25 estrangeiros vieram de barco de Cabo Verde para o Brasil, sendo um de Serra Leoa, dois da Nigéria, três da Guiné Conacri e 19 do Senegal. Em depoimento, os imigrantes disseram que o barco partiu de Cabo Verde entre os dias 16 e 17 de abril.

A Polícia Federal (PF) brasileira deve decidir até ao fim dessa semana o destino dos africanos.

A Justiça Federal já decretou a prisão dos dois intermediários que terão recebido dinheiro pra fazer o transporte ilegal dos africanos de Cabo Verde até ao Brasil.

Os 25 imigrantes, que estão alojados num ginásio no centro de São Luís, estão a receber ajuda e solidariedade de estudantes universitários africanos que fazem intercâmbio na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Os estudantes, nomeadamente da Guiné-Bissau, ajudam na comunicação entre os refugiados e as autoridades brasileiras.

Siaca Dabo, estudante oriundo da Guiné-Bissau, entrou legalmente no Brasil para estudar e contou que entende o que é viver a realidade difícil nos países africanos.

"A população encontra-se numa situação de carência. Hospitais precários, saúde pública nem se fala. Escolas caindo aos pedaços.... Então ali não tem outra explicação. Todos nós somos vítima da má governação", afirmou.

O estudante da Guiné-Bissau Marcelino Soares disse que fez questão de ajudar com a comunicação entre os imigrantes resgatados e as autoridades brasileiras assim que soube do caso.

"A maioria deles veio de países que eram de colónias francesas ou inglesas. A questão da comunicação da língua portuguesa ainda é uma barreira. Estou aqui para facilitar essa comunicação", afirmou.


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