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Governo anuncia policiamento em ilhas turísticas com mais efetivos e unidades especiais

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O Governo cabo-verdiano anunciou um reforço de policiamento nas ilhas turísticas do Sal e da Boavista. O objetivo é diminuir a insegurança e os assaltos que têm preocupado a população.

O Governo cabo-verdiano anunciou, na quarta-feira, um reforço de policiamento nas ilhas turísticas do Sal e da Boavista, com mais efetivos e unidades especiais, para diminuir a insegurança e os assaltos que têm preocupado a população.

O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, porta-voz do Conselho Nacional de Segurança de Cabo Verde, que esteve esta quinta-feira reunido durante cerca de quatro horas na cidade da Praia. A reunião realizou-se após vários assaltos e outros crimes recentes, sobretudo na ilha do Sal, tendo a população saído às ruas por duas vezes este mês em protesto contra a insegurança.


Paulo Rocha informou que já estão mais 18 efetivos na ilha do Sal e “nos próximos dias” vão mais 15 para a ilha da Boavista, no âmbito do projeto Turismo Seguro, que tem assistência técnica de Portugal e é a parte policial operacional do Plano de Segurança Turística.

O ministro anunciou ainda a criação de uma força, que integra elementos da polícia de investigação criminal de São Vicente e da Praia, para reforçar a capacidade de investigação na ilha do Sal. A esses juntam-se elementos das unidades especiais que vão para a ilha do Sal, para, durante algum tempo, reforçar a capacidade do novo contingente, que terá valências de ordem pública, para intervenção, mas também vocacionado para o produto turismo.

Estamos em crer que as medidas que têm surtido efeito na Praia poderão perfeitamente surtir efeito noutros pontos do país, particularmente no Sal. Este é o nosso foco. Estamos a ter excelentes resultados em São Vicente, Santiago Norte, Fogo, um pouco por todo o país. Nas ilhas turísticas também têm que surtir esse efeito”, disse Paulo Rocha.

O ministro adiantou que o plano operacional policial tem todas as capacidades necessárias para aumentar a segurança, mas considerou que é preciso fazer muito mais, sobretudo no reforço da fiscalização de questões que, a priori, não têm nada a ver com o crime, mas que desembocam na violência e, por consequência, no crime.

“O grande drama deste país, o grande problema, é o uso abusivo do álcool, que está na base de muitos outros problemas. Precisamos regular”, apelou Paulo Rocha, para quem é preciso haver horários definidos e não cada operador ter o seu espaço a funcionar a seu critério. Por isso, disse que o papel das Câmaras Municipais é fundamental.

A experiência de articulação com a Câmara da Praia faz-nos acreditar que este é o caminho e que temos que conseguir fazer com que resulte nas ilhas turísticas”, vincou.

O Conselho Nacional de Segurança de Cabo Verde recomendou ainda uma reavaliação do quadro legal de uma forma abrangente, no sentido de dar respostas ao sentimento de insegurança no país.

Os conselheiros definiram um prazo de 120 dias para o Plano de Segurança Turística para as ilhas do Sal e da Boavista estar pronto a ser aprovado, tendo Paulo Rocha pedido a colaboração das câmaras municipais, câmara de turismo e dos operadores turísticos.

O Conselho Nacional de Segurança, que foi presidido pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e terminou de noite, recomendou ainda um patrulhamento e fiscalização mais acutilantes da zona costeira e o aumento do estado de alerta nos aeroportos, disse o ministro. Fazem também parte do Conselho Nacional de Segurança outros membros do Governo, o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, o Conselheiro de Segurança Nacional, os diretores da Polícia Nacional, da Polícia Judiciária e o Diretor-Geral do Serviço da Informação da República (SIR).

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