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Imigrantes africanos em Cabo Verde pedem legalização

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Caboverdianos e a diáspora imigrante africana, estão a assinalar este Dia de África com uma série de actividades, nomeadamente, com palestras nas escolas. Sobre os imigrantes africanos, a Plataforma das comunidades africanas residentes, aproveita o dia, para pedir às autoridades, uma legalização dos africanos sobretudo dos países da CEDEAO.

Este Dia de África, 25 de de maio, é comemorado, em Cabo Verde, com uma série de actividades políticas, sociais, desportivas e culturais, mas também de educação de crianças nas escolas, num arquipélago, onde o continente africano, é ainda visto de longe pelo olhar de ilhéus.

Tradicionalmente, em Cabo Verde, os caboverdianos, com uma consciência mais forte de África, sempre estiveram ligados ao PAICV, cisão do PAIGC, que lutou pela independência da Guiné Bissau, com a participação de militantes caboverdianos, liderados por Amílcar Cabral, guineense filho de caboverdianos.

Assim, a líder do PAICV, Janira Hopffer Almada, de barrete na cabeça, símbolo de Amílcar Cabral, esteve na linha da frente nos eventos políticos e sociais relativos ao dia de África, enquanto do lado do MpD, partido no poder, menos africanista, o Dia de África foi menos assinalado.

Este debate sobre sobre a "consciencialização dos espíritos" em Cabo Verde, como pertença à África, como dizia Cabral, continua a ser adiado, devido a uma radicalização entre os militantes do PAIGC/PAICV, que dizem terem lutado pela independência de Cabo Verde, e outros caboverdianos, que se sentem culturalmente, mais afastados de África.

O facto é que Cabo Verde, é um país africano, reconhecido pela ONU e o mundo, apesar de ainda até hoje, mais de 40 anos depois da independência, haver caboverdianos, mesmo jovens, que não se sentem africanos, e continuarem a emigrar para os Estados Unidos e a Europa e não para países africanos.

A realidade é que hoje há mais comunicação entre africanos do continente e os ilhéus caboverdianos do que até à independência. Em 1975, os caboverdianos, na sua grande maioria, não sabiam quase nada de África.

Com a independência, foram chegando a Cabo Verde, africanos do continente, sobretudo dos países vizinhos da CEDEAO e muitos deles, já vivem naquele arquipélago lusófono, há mais de 15 anos, e em situação ilegal.

É esta situação de ilegalidade, que as comunidades de imigrantes africanos querem ver resolvida.

Assim, aproveitando este Dia de África, o Presidente da Plataforma das Comunidades africanas residentes em Cabo Verde, o santomense, José Ramos Viana, apoiado mais pelo PAICV, pede uma legalização dos imigrantes africanos, com destaque para os da CEDEAO.

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