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Tito Paris: Vivo da música e regozijo-me pelo reconhecimento dos direitos autorais em Cabo Verde

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O músico, compositor e intérprete, Tito Paris, considerado um dos ícones na divulgação da música clássica cabo-verdiana, disse que o reconhecimento pelos direitos autorais e conexos “veio tarde”, mas “mais vale tarde do que nunca…”.

Galardoado nos CVMA’2018 com o “Prémio Carreira”, em sinal de reconhecimento pelos seus 36 anos de carreira musical, Tito Paris disse, em declarações à Inforpress, que “felizmente Cabo Verde passa a reconhecer os seus autores”, ao mesmo tempo que lamenta o facto de “grandes compositores” (já falecidos) terem deixado obras valiosas “sem poderem usufruir delas”.

O autor que escreveu grandes temas imortalizadas por artistas considerados autênticos monstros da música cabo-verdiana, como Bana, Cesária Évora e Ildo Lobo, disse que se jubila “mais do que nunca pela forma como os usuários começam a se sensibilizarem quanto à necessidade de pagar pelo que se usufruem”.

A título de exemplo, mencionou o exímio guitarrista e mentor do “funaná estilizado”, o Carlos Alberto Martins “Catchás”, por ter feito “um grande trabalho para a música cabo-verdiana, quer como autor, quer como músico ou produtor, mas infelizmente não recebeu nada pela sua criação”.

Por isso, Tito Paris defende haver “necessidade” de se sensibilizar as rádios, televisões, hotéis, discotecas…. a pagar pela utilização da música de forma a que os autores se sintam compensados pelos seus trabalhos que produzem com amor e carinho “com mais força”.

Por outro lado, acredita que o pagamento pelos direitos autorais não mais são que um incentivo para que as pessoas, os compositores possam compor mais e sair da sombra dos intérpretes, com o entendimento que um complementa o outro e que gratos “só têm a ganhar a musicalidade cabo-verdiana”.

“Eu vivo da música”, assegura Tito Paris, que se define como um defensor da música e da cultura de Cabo Verde, acrescentando que enquanto tiver forças continua a lutar em defesa da música, razão por que tem “desafiado” a todos os colegas a fazerem o mesmo nesse sentido.

“Estamos num país que não possui nem ouro nem diamante, mas que está dotado de bons artistas, compositores e intérpretes…”, enfatizou.

Entretanto, alerta os artistas a se unirem à Sociedade Cabo-verdiana da Música (membro da Confederação Internacional das Sociedade de Autores e Compositores – CISAC) que diz apoiar a 100 por cento, na defesa dos interesses da classe, com plenas faculdades para cobrar, gerir e distribuir os direitos autorais em Cabo Verde.

Com nove álbuns discográficos dados à estampa “Fidjo Maguado” editado em 1987, “Dança ma mi Criola” em 1994, “Graça de Tchega” em 1996, “Ao Vivo no B.Leza” em 1998, “Ao Vivo”, em 1999, “Guilhermina”, em 2002, “Acústico”, (edição africana), 2005, Acústico”, (edição europeia) em 2007, e “Mim e Bó”, em 2017, Tito Paris considera que os CVMA têm contribuído para a revelação de vários artistas.

“Cantando em crioulo já é fantástico”, vinca o artista, para quem enquanto a nova geração está a conseguir atravessar a fronteira “batida” pelos “mensageiros” da sua geração, “é muito bom para qualquer artista” e para a música como expressão máxima da afirmação cabo-verdiana.

Tito Paris é referenciado como um dos “embaixadores” da música cabo-verdiana, e no seu  curriculum conta com o título do grau de Comendador da Ordem do Mérito agraciado pelo Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Radio Atlantico/ Fonte: Sapo.cv

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