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Companhia aérea de Cabo Verde cancela voos e afeta dezenas de brasileiros em vários países

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RIO — Atrasos e cancelamentos de voos da companhia Cabo Verde Airlines (TACV) têm causado transtorno nas viagens de pelo menos 40 brasileiros na Itália. Além deles, há passageiros afetados nos aeroportos de Paris, Recife e Salvador, segundo relatos enviados ao GLOBO na manhã desta quarta-feira. Algumas pessoas estão aguardando voos há uma semana.

Diante da falta de respostas satisfatórias da empresa, foi criado um grupo no WhatsApp para que passageiros de várias nacionalidades e em diferentes aeroportos possam trocar informações e dividir a sua revolta e frustração com os atrasos.

Após ouvir diversas reclamações ao longo dos últimos dias, a companhia aérea informou, nesta quarta-feira, ao site italiano "L'agenzia di viaggi", que os próximos voos poderão ser realizados devido à entrega de uma aeronave da Jordan Aviation B767-200, que reforçará a frota da TACV durante o verão (do hemisfério Norte). O GLOBO tentou contato com a companhia aérea, mas ainda não obteve resposta. A última postagem da empresa em seu perfil no Facebook sobre o assunto é de 10 de julho. Nos comentários, há muitas reclamações.

Um dos brasileiros afetado pelos problemas da companhia contou que namora uma mulher russa, que faria conexão em Paris e de onde não consegue sair devido aos problemas. Segundo Jean Menezes, a TACV chegou a oferecer à sua namorada alguns dias na Ilha de Sal, em Cabo Verde, enquanto ela espera por um novo voo. A oferta também foi feita a outros passageiros.

No entanto, muitos estão voltando de férias e não podem mais esticar a viagem, como o economista Luan Martinelli, de 24 anos. Ele está na Itália desde 1º de julho e contou, em entrevista ao GLOBO, que deveria ter voltado ao trabalho em São Paulo, onde mora, nesta terça-feira.

— Minha chefe foi super compressiva. Até o momento, estou tentando prestar auxílio pelo WhatsApp, mas não é como estar no trabalho — relatou o jovem, que está com um grupo formado por brasileiros, italianos, franceses e cabo-verdianos. — Todos aguardando notícias. Perdemos nossa conexões.

Luan disse que faria escala em Salvador e que não tem condições de arcar com as passagens de outras companhias, que ultrapassam R$ 4,5 mil.

— Eles nos jogam de um hotel pra outro. Ninguém informa nada. A recepção do hotel (em uma cidade próxima a Milão) não sabe de nada, nem se vamos dormir aqui esta noite. Literalmente na deriva. Médicos que estão perdendo suas consultas com pacientes no Brasil também se encontram aqui conosco — afirmou.

A gerente de projetos Raquel Cristina Loyola, de 37 anos, também está em Milão sem conseguir voltar ao Brasil. Ela disse ao GLOBO ter chegado ao país europeu no dia 27 de junho para participar de um curso para o qual sua startup foi selecionada.

— Eu já estou aqui há dois dias, mas tem gente que está aqui desde a semana passada. A gente não consegue contato com a companhia, eles não falam nada. Algumas pessoas com mais urgência conseguiram passagem, mas o resto não está conseguindo nada. Uma amiga minha foi até o aeroporto de Milão e falaram lá que tem mais de uma semana que não aparece funcionário nenhum, então, assim, o problema não é só no Recife. Tem gente também aqui na Itália, tem gente em Salvador, parece que tem gente em Roma e Paris. A situação está crítica — relatou a moradora de Vitória, no Espírito Santo.

Uma das pessoas que conseguiu, a muito custo, viajar foi a gerente Gisele Tenorio, de 38 anos. Moradora de Paris, a pernambucana comprou passagens para sua família passar as férias no Recife. Seu voo tinha sido cancelado e Gisele pegou um avião da TAP. Apesar disso, agora ela está preocupada com a volta para a França, marcada para o dia 15 de agosto.

— Eu tive um problema seríssimo lá em Paris. Recebi um telefonema do aeroporto Charles de Gaulle, dizendo que o voo (da TACV) tinha sido totalmente anulado. Eu fiquei desesperada. A companhia disse que eu receberia os bilhetes pela TAP no sábado, dia 14, dois dias depois do que agendei. A preocupação agora é com o retorno. É uma situação muito delicada para todos nós que estamos passando por isso. Pior que eu são as pessoas que nem sequer conseguiram embarcar ainda. É que são milhares de pessoas. Eles anularam 52 voos num período de duas semanas. Ao retornar, vou procurar meus direitos como lesada — disse Gisele, que tinha combinado com a família de ir a um casamento no último sábado.

Fonte: O Globo

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