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Ossadas encontradas em Ponta Bicuda são de Edvânea Gonçalves, confirma a Polícia Judiciária

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A Polícia Judiciária cabo-verdiana (PJ) confirma que as ossadas encontradas em Janeiro, na localidade de Ponta Bicuda, Praia, pertencem à criança de Eugénio Lima Edvânea Gonçalves, desaparecida em Novembro de 2017.

Segundo a PJ, na sua página oficial, “as ossadas encontradas no passado dia 18 de Janeiro, na localidade de Ponta Bicuda, em Achada Grande Trás, pertencem à menor Edvânea Gonçalves, desaparecida a 14 de Novembro de 2017, no bairro de Eugénio Lima, na cidade da Praia”.

“A Polícia Judiciária faz saber que após submeter o material extraído das ossadas encontradas aos exames de DNA, após comparação com material genético dos progenitores dos desaparecidos até a data da descoberta das ossadas (Edine Soares, Maurício Soares e Edvânea Gonçalves), estes apresentaram uma probabilidade de 99,9999 por cento (%) de chances de pertencerem à menor Edvânea Gonçalves”, lê-se no comunicado da polícia científica cabo-verdiana.

De acordo com o comunicado, está-se perante um caso de homicídio, pelo que “as investigações serão direccionadas neste sentido com vista à descoberta do (s), autor (es) deste crime”.

“A Polícia Judiciária informa ainda que a equipa continua firme e engajada no propósito de se chegar a um desfecho de todos os casos de desaparecimento que tem sob investigação”, conclui a nota.

A família de Edvânea Gonçalves ficou chocada com a confirmação da morte da filha que ainda tinham a esperança de vê-la a regressar à casa.

“Neste momento, não consigo falar”, foram estas as parcas palavras de Vladmir Gonçalves, que sempre esteve disponível para falar à Inforpress sobre o misterioso desaparecimento da filha, mas não conseguiu fazê-lo por causa da triste notícia que lhe chegou.

Dois meses após o desaparecimento de Edvânea, Vladmir Gonçalves, um fuzileiro naval das Forças Armadas, continuava expectante que a filha seria encontrada com vida para se juntar ao resto da família.

“Acreditamos que a nossa filha está viva e pedimos a quem a tem presa, que a liberte porque estamos a sofrer”, assim pediam os pais, através da Inforpress.

“Pensem no nosso sofrimento e na instabilidade da nossa família”, apelava Vladimir Gonçalves àqueles que tinham raptado a sua filha.

Neste momento, ainda falta por esclarecer o desaparecimento de mais quatro pessoas.

A 28 de Agosto de 2017, Edine Jandira Robalo Lopes Soares, 19 anos, deixou a casa em Achada Grande Frente (Praia) alegando que ia levar o bebé para o controlo na PMI (Protecção Materno-Infantil), na Fazenda, cidade da Praia. Mãe e filho nunca mais foram vistos.

A 03 de Fevereiro de 2018, Clarisse Mendes (Nina), de 9 anos, e Sandro Mendes (Filú), de 11, saíram de casa, em Achada Limpa, onde se encontravam na companhia da avó, para ir comprar açúcar na localidade de Água Funda, na cidade da Praia, e ainda não regressaram.

Amanhã, Edvânea Gonçalves completaria oito meses desaparecida. Saiu para, a pedido da mãe, fazer um mandado junto de uma vizinha a pouco mais de 100 metros da sua residência e não voltou.

O desaparecimento misterioso de pessoas já levou à realização de várias manifestações de rua, sobretudo na capital do país e altas entidades têm expressado preocupação em relação a esta problemática.

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, exprimiu a sua inquietude em relação a estes casos, tendo afirmado que a situação “exige resposta por parte das autoridades” e que, caso fosse necessário, o país devia solicitar apoio a nível exterior.

O Cardeal Dom Arlindo Furtado também considerou que a situação é “muito preocupante, grave e chocante” e, segundo ele, há “qualquer coisa que está a acontecer que não dá para entender”.

Por sua vez, a líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), Janira Hopffer Almada, também se manifestou “preocupada” com a situação e pediu à comunicação social para não deixar que estes casos caiam no esquecimento.

LC/ZS

Inforpress/Fim

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