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Cabo Verde passa a ter brevemente praias inclusivas para pessoas com necessidades especiais

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Cabo Verde terá brevemente, em todos os municípios do país, a começar pela Prainha na Cidade da Praia, espaços inclusivos visando garantir acesso de pessoas com deficiência física às praias de mar.

O projeto designado “Praia Acessível” é uma iniciativa da embaixadora Urbana da Boa Vontade, Teresa Mascarenhas, em parceria com as câmaras municipais.

Em declarações hoje à Inforpress, Teresa Mascarenhas disse ter apresentado o projeto à Câmara Municipal da Praia em finais de outubro de 2017, tendo solicitado aprovação para dar continuidade ao projeto na Prainha.

“Na altura disseram-nos que o espaço estava em construção com o restaurante Linha de Água, mas espero até ao final do ano ter respostas para a inclusão das pessoas com deficiência no mar”, disse.

O objetivo, segundo esta responsável, é proporcionar momentos de lazer para pessoas com deficiência e baixa mobilidade, com equipamentos adequados, assim como assistência para banho de mar, jogos e outros divertimentos.

Conforme explicou Teresa Mascarenhas, depois de estabelecer contactos após com a municipalidade da Praia, fez proposta idêntica a outros municípios, entre eles Boa Vista e o próximo passo será ir ao encontro do município do Sal.

Em Boa Vista, afirmou, a proposta foi bem acolhida estando previsto para setembro um segundo encontro para, no terreno, debaterem o projeto, procurarem parceiros e formar pessoas para dar resposta às ações de inclusão na praia de mar.

“Espero com este projeto ter respostas para muitas famílias que, na busca por uma qualidade de vida para os seus familiares, possam encontrar uma oportunidade de lazer. É muito gratificante ter pessoas que nunca tiveram oportunidade de estar no mar merecer de uma satisfação que o faz sentir incluída e valorizada”, defendeu.

Explicou ainda que o projeto vai contribuir para que o país tenha condições, no âmbito do turismo, de receber turistas com deficiência e promover integração, acessibilidade, visibilidade e inclusão, pois, a praia além de ser um espaço público é um local excelente para integração.

Questionada sobre as fontes de financiamento do projeto, a embaixadora Urbana da Boa Vontade disse esperar que os decisores políticos canalizem alguma verba do fundo de ambiente e do turismo para a sua concretização.

Disse, por outro lado, que o projeto Praia Acessível, em que a inclusão depende de todos os cidadãos em Cabo Verde, inclui a implementação de rampas de acesso às praias de mar para apoiar às pessoas que vivem com necessidades especiais, visando a sua inclusão nas cidades e a observância do direito ao laser.

O presidente da Associação de Deficientes Visuais de Cabo Verde (ADEVIC), Marciano Monteiro, em entrevista à Inforpress sobre os espaços inacessíveis, criticou e chamou a atenção a quem de direito, para que as praias cabo-verdianas passassem a assegurar condições de acessibilidade às pessoas com necessidades especificas.

“Queremos que todos possam desfrutar com equidade, dignidade, segurança, conforto, independência e maior autonomia possível desse prazer que é banhar-se no mar”, concluiu.

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