Os Tubarões regressam a Lisboa: concerto histórico no LAV – Lisboa ao Vivo
Escrito por Redacção em 20 de Fevereiro de 2026
A icónica banda cabo‑verdiana Os Tubarões está de regresso à capital portuguesa para um espetáculo que promete ficar gravado na memória de fãs de todas as idades. No dia 29 de março de 2026, esta formação histórica sobe ao palco do LAV – Lisboa ao Vivo, uma das salas de concerto mais dinâmicas de Lisboa, para uma apresentação única que celebra mais de cinco décadas de carreira e legado artístico.
Formados na cidade da Praia, em Cabo Verde, em 1969, Os Tubarões são reconhecidos como uma das bandas mais influentes do arquipélago, responsáveis por criar, difundir e fortalecer ritmos tradicionais cabo‑verdianos como a morna, coladeira, funaná, tabanka, entre outros estilos que formam a base da identidade musical do país.
O significado cultural de Os Tubarões
A trajetória de Os Tubarões vai muito além dos palcos e discos: a banda desempenhou um papel decisivo não apenas na música, mas também na afirmação cultural de Cabo Verde. Surgindo num período de grandes transformações sociais e políticas — logo após a independência de Cabo Verde em 1975 — o grupo tornou‑se porta‑voz de um sentimento coletivo de identidade e emancipação cultural.
Com letras e melodias que refletiam tanto a alegria quanto os desafios do quotidiano cabo‑verdiano, a banda rapidamente conquistou um lugar especial no coração da população. Mais do que entretenimento, a sua música era (e continua a ser) uma expressão de resistência, memória e narrativa — um reflexo das vivências de uma sociedade que procurava afirmar‑se no mundo com dignidade e criatividade.
A própria escolha do nome — “Os Tubarões” — sugere uma força poderosa e indomável, simbolizando não apenas a presença marcante da banda na cena musical, mas também a energia com que a sua música atravessou gerações e continentes.
O percurso histórico da banda
Desde a sua formação, Os Tubarões desenvolveram um estilo único que combinava os ritmos tradicionais cabo‑verdianos com influências modernas da música internacional, mantendo sempre uma relação profunda com as raízes culturais do arquipélago.
Lançaram diversos álbuns que se tornaram verdadeiros clássicos. Entre estes estão:
Pépé Lopi (1976) — um dos primeiros álbuns que ajudou a definir o som singular da banda;
Djonsinho Cabral (1979) — um trabalho que evidenciou maturidade musical e complexidade temática;
Tabanca (1980) — um clássico incontornável, com temas que se tornaram ícones da música cabo‑verdiana;
Os Tubarões ao Vivo (1993) — registado ao vivo no Coliseu dos Recreios em Lisboa, este disco imortalizou a energia de palco da banda e a sua relação intensa com o público português;
Porton d’ nôs ilha (1994) — um dos seus últimos discos antes da sua dissolução.
A banda encerrou as suas atividades em 1994, num período em que muitos dos seus membros seguiram caminhos individuais. Um dos vocalistas mais emblemáticos, Ildo Lobo, destacou‑se ainda mais no plano internacional com a sua carreira solo até ao seu falecimento em 2004 — um momento que marcou profundamente a comunidade musical cabo‑verdiana e a diáspora.
Em 2015, após mais de duas décadas de ausência dos grandes palcos, Os Tubarões reuniram‑se e regressaram às apresentações ao vivo, incluindo atuações em festivais em Cabo Verde, Portugal e em outros países, reanimando a chama do legado musical que sempre os caracterizou.
O concerto no LAV: um momento imperdível
O LAV – Lisboa ao Vivo, situado na Avenida Marechal Gomes da Costa, em Lisboa, é palco escolhido para este encontro único entre Os Tubarões e o público português, marcado para as 19h00 do dia 29 de março de 2026.
Este concerto tem um significado especial porque representa a continuidade de um diálogo cultural iniciado há décadas entre Cabo Verde e Portugal — um percurso musical que começou quando a banda passou a atuar em palcos europeus ainda nos anos 70 e que agora se reencontra com um público que cresceu a ouvir as suas músicas.
A promessa é de um espetáculo intenso, carregado de história, emoção e energia, onde serão revisitados temas que marcaram gerações e celebraram momentos importantes da cultura cabo‑verdiana. Aqui, tradição e modernidade convergem para criar uma experiência que vai além de um simples concerto: é um reencontro com memórias afetivas, ritmos que atravessaram o oceano e um público que se mantém fiel.
Uma carreira que atravessa gerações
Ao longo de mais de 50 anos, Os Tubarões foram testemunhas e protagonistas de importantes marcos culturais. Desde o tempo em que as suas canções ecoavam nos bairros da Praia até aos palcos europeus e americanos, a música da banda acompanhou a jornada de muitas gerações de cabo‑verdianos e apreciadores da música africana e lusófona.
Os seus temas abordaram temas tão diversos quanto a celebração da identidade, o amor, a crítica social e a relação entre tradição e modernidade. É essa riqueza temática e musical que continua a fazer com que, mesmo décadas depois, tanto fãs veteranos como novas audiências encontrem na sua obra motivos para celebrar.
🎟️ Bilhetes e informação prática
Os bilhetes para o concerto de Os Tubarões no LAV – Lisboa ao Vivo já estão disponíveis, com opções que se adaptam a diferentes públicos e experiências:
Plateia em pé: preços a partir de €30;
Zona VIP: com entradas a partir de €40 — opção ideal para quem quer sentir o espetáculo de forma mais próxima e confortável.
As portas do espaço abrem cerca de uma hora antes do início do concerto, onde o ambiente já se antecipa cheio de expectativa, celebração e reencontro entre fãs da música cabo‑verdiana de várias partes do mundo.
Este regresso dos Tubarões a Lisboa simboliza mais do que apenas uma noite de música: representa a continuidade de uma história, a reafirmação de uma identidade e a celebração de um legado que resistiu às transformações do tempo. O concerto no LAV – Lisboa ao Vivo é uma oportunidade única para reviver clássicos, descobrir histórias por trás das canções e sentir, em pleno século XXI, a força cultural de Cabo Verde através da música.
Para muitos, será um reencontro com memórias afetivas; para outros, um primeiro contato com um dos pilares da música cabo‑verdiana. Mas, acima de tudo, será uma noite em que ritmos, história e alma estarão integrados numa celebração musical que promete ser inesquecível.


